quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O Fôlego do Rock


Ainda me lembro à última vez que alguma banda causou impacto para mim, foi em meados de 2001, quando os Strokes lançaram o disco “Is this It”. O Disco foi um uma injeção de animo em um Rock que andava meio capenga das pernas, diziam as más línguas que o Rock estava com seus dias contados.
Esse ano não houve grandes novidades, as mesmas coisas de sempre, a imprensa musical babando ovo de bandas nem tão geniais assim. Acredito eu, que gostar de bandas não tão geniais é a válvula de escape para fugir de certos modismos. Sabe aquela coisa de “não gostar do que todo mundo gosta” e descer e lenha nas bandas em ascensão,
pois é, viva a crítica musical e seus gostos malucos.
No meio do tiroteio, uma banda se destaca por andar no meio termo, The Kooks sem sombra de dúvidas, chegou ao mainstream agradando aos que gostam das bandas da moda, aos que não simpatizam tanto assim. Muitos consideram o som da banda como “Indi Rock”, mas os próprios integrantes consideram as músicas do Kooks como “Britpop”. Rótulos a parte, o rock dos rapazes do Reino Unido é a nova injeção de ânimo no cenário musical.
Formada por Luke Pritchard (Violão e Voz), Max Rafferty (Baixo), Hugh Harris (Guitarrista) e Paul Garred (bateria) formaram a banda em 2004, quando ainda eram estudantes. O nome The Kooks vem da canção “Kooks” de David Bowie, do álbum de 1971 Hunk Dory.
Com músicas contagiantes, o The kooks faz um rock dançante, flertam com o Folk e certas canções como “Got no Love” lembram outra banda britânica formada em 1979, o The Cure. Mas o que mais contagia nos rapazes são canções como “Naive”, “You Don’t Love me” e “Sofá song”. Mas está na canção “She Moves In Her Own Way” o tiro certeiro no alvo, uma balada dançante, introdução com violão seguida por um solo de guitarra e versos como:

“Eu estava contando que algum dia
No seu caminho estariam coisas melhores
Não é sobre sua maquiagem
Ou como você tenta ficar em boa forma
Esses são cansativos sonhos de papel
Sonhos de papel, querida”

Há tempo não ouvia algo tão estimulante como isso, uma música que dá vontade de sair pulando pela sala sem pensar no que os vizinhos vão achar. Eu acho que só tive a mesma vontade quando ouvi “ask” dos Smiths, sem comparações é claro, mas estimulante como eles.

Curioso? Acesse o link abaixo e ouça essa canção, vale a pena.



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